<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299</id><updated>2011-10-22T06:01:05.567-07:00</updated><title type='text'>Conte me algo NOVO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-8808871333964113107</id><published>2011-01-22T21:11:00.000-08:00</published><updated>2011-08-10T13:46:33.482-07:00</updated><title type='text'>A Barca dos Mortos 1. Uma nova vida.</title><content type='html'>   A tempestade começou há cerca de 15 horas. Assim que a viram os  pescadores rumaram de volta para a costa, mas as docas ainda eram  pequenos pontos no horizonte quando a pequena vela de seu barco se  rompeu, deixando-os a deriva em meio à tormenta. A princípio acharam seu destino seria morrer de sede e fome, mas há meia hora o  barco, que já se chocava débil contra as ondas, se partiu ao meio  frustrando suas expectativas. Em poucos minutos a maré violenta dispersou a tripulação, e agora um dos pescadores está  dançando com as ondas e engolindo água, em algum lugar entre a vida e a  morte, apenas semi-consciente do que acontece ao seu redor. Nesta hora  ele enxerga &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;&lt;span style="font: 16.0px 'Lucida Grande'"&gt;à&lt;/span&gt; sua frente os momentos mais importantes de sua vida, como se sua alma tentasse, pela última vez, se agarrar ao que lhe resta dessa terra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem 6 anos e seu nome é Jonas. É final da tarde no vilarejo Porto da Passagem, e o céu vai se tingindo de laranja. Jonas está ao lado de seu pai, e ao seu redor há  várias pessoas que ele não conhece. À frente de Jonas há um caixão sendo  baixado para sua sepultura, dentro dele há uma mulher, sua mãe.&lt;br /&gt;É sua única lembrança dela.&lt;br /&gt;Após o  enterro Jonas e o pai voltaram calados para casa, e assim permaneceram  durante várias horas, até o pai coloca-lo para dormir. Alguns anos  depois ele lembraria desse dia, e da feição inexpressiva de seu pai.&lt;br /&gt;Esta é sua lembrança mais antiga.&lt;br /&gt;Jonas agora tem 13 anos e não quer se tornar um pescador como o pai.  Ele soube que os filhos de alguns comerciantes locais foram mandados a  outras cidades para estudar, e considerou essa a melhor opção para sua vida. Naquela noite Jonas sentou para jantar com o pai e contou o que sentia, falou que gostaria de viajar para  estudar em outra cidade, assim como fizeram os filhos dos comerciantes. Seu pai fechou a cara, e permaneceu calado durante o resto do jantar.&lt;br /&gt;Ao final lhe disse que, com o dinheiro que ganha como pescador, jamais poderia pagar sua passagem para outras terras, quanto mais seus estudos. Explicou que não se pode ter tudo o que deseja, e tentou lhe convencer a ir ao porto no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não é o melhor trabalho do mundo, mas pelo menos não falta serviço.  Você já está ficando adulto, deveria aprender também. Quem sabe acaba gostando." - &lt;/span&gt;Jonas jamais foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos depois Jonas se tornara um ladrão formidável. Desde os quinze anos praticava pequenos furtos, começou com coisas sem valor, e agora furtava  de comerciantes do mercado local e até de algumas casas com relativa facilidade. Apesar disso, a prática não lhe apetecia, e não pretendia levar a vida fazendo isso, roubava apenas para ter alguma chance de sair de Porto da  Passagem, sonho que já alimentava há alguns anos. Mas mesmo os  comerciantes e cidadãos mais abastados do local não possuíam bens que  valessem o bastante para cobrir seus objetivos, para isso precisava de  algo valioso, e que pudesse vender com facilidade.&lt;br /&gt;Essa chance  apareceu certa noite no bar da estalagem local, quando um jardineiro,  bêbado, falava, para quem quisesse ouvir, das jóias da filha do barão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O homem que ficaria conhecido pelos populares como barão, se mudou para Porto da passagem há poucos anos, e construiu sua mansão afastada do resto da população, no alto de uma colina. No início correram boatos no local de que ele teria comprado as terras onde ficava o povoado, mas após um tempo sem que nada mudasse as pessoas esqueceram e o chamavam de barão apenas pelo tamanho de sua casa, e por não terem idéia de qual seria realmente seu nome. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi na casa deste homem que Jonas fez seu último roubo em Porto da  Passagem.&lt;br /&gt;Foi tudo planejado para aquele dia, sabia onde tinha de ir e o que tinha de fazer. Entraria no quarto da filha pela sacada, estariam  todos dormindo, levaria uma quantia suficiente de jóias, e partiria dali  para sempre.&lt;br /&gt;E assim foi, subiu a colina que isolava a mansão das demais  residências do lugarejo. O muro era alto, mas tudo naquela noite  parecia fácil, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Um golpe, e estou fora"&lt;/span&gt;  era tudo em que conseguia pensar. Invadiu o terreno por uma árvore na  parte leste do muro, conforme o jardineiro havia lhe informado, após ter  sido bem pago para isso, e através da mesma árvore ele conseguiu  alcançar a sacada, por onde entraria no quarto da filha do Barão.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;Quando se preparava para destrancar a porta, ouviu algo que contraiu suas entranhas de maneira hedionda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Peraí, deixa que eu abro para você"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da porta, uma menina negra, de não mais do que dezessete anos encarava divertida o jovem ladrão, que a olhava mortificado. Ainda rindo, ela prosseguiu&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Hum, acho que eu deveria estar dormindo, digo, acho que é o que você esperava"&lt;/span&gt; enquanto puxava o rapaz para dentro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Mas  as coisas não estão indo bem como planejou, quero dizer, os guardas  já viram você, e estão te procurando no jardim. Provavelmente estão  procurando dentro de casa também, felizmente eu conheço o lugar melhor  do que você, então vamos sair logo daqui"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;O quarto onde entraram era  bem simples, branco e limpo: cama, armário, mesa; Nenhum lugar onde se esconder.  Mas enquanto Jonas ainda examinava, atordoado, a situação, a garota já abrira  um alçapão sobre eles, por onde subiram para o sotão da Mansão. O lugar  era absolutamente escuro, mas ela os guiou para uma escadaria, desceram por ela até o subsolo, e então subiram outro lance de  escadas que os levou para fora dos muros. Onde finalmente o  rapaz conseguiu abrir a boca.&lt;br /&gt;&lt;span&gt;  Após alguns instantes sem conseguir falar nada, articulou seus grunhidos em algo parecido com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Por que me ajudou a escapar?"&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não deveria?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt; Ela riu. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não sei, gostei de você quando te vi pela janela, e você não é do tipo que eu gostaria de ver &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;preso. Você não tem cara de ladrão,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e você nem ao menos é bom nisso"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Mais constrangido do que imaginou que terminaria esta noite, Jonas disse simplesmente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Não é como se restassem muitas opções para quem não pretende passar a vida pegando sol e cheirando a peixe" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ainda acho que você não tem cara de ladrão, e não leva jeito para a coisa"&lt;/span&gt; Ela sorriu, parecendo se divertir ao zombar do delinquente frustrado. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não sei por que, não tenho &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nenhum motivo especial para gostar de você, muito pelo contrário, aliás. Mas minhas atitudes nem sempre fazem muito sentido, e eu realmente não gostaria de te ver preso" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E apenas nesse momento Jonas prestou atenção &lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 25px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;às feições de sua salvadora&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  "Tenho de ir, daqui a pouco  encontram meu quarto vazio, e você acabará respondendo por sequestro.  Boa noite, vê se fica longe de confusão por um tempo" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Quando a garota já havia se virado para voltar, Jonas conseguiu balbuciar uma última pergunta:&lt;br /&gt;"Qual seu nome?" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas ela apenas sorriu para ele e desceu as escadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas fugiu pela floresta, sem conseguir parar de pensar no estranho encontro que tivera, e pela primeira vez lhe pareceu interessante,  talvez, levar uma vida honesta. Mas logo após chegar em casa, enquanto  ainda pensava em começar uma nova vida, seu pai chegou com a guarda do  Barão.&lt;br /&gt;E sua nova vida foi adiada por três anos.&lt;br /&gt;Do tempo que passou na prisão, Jonas só tinha uma lembrança  relevante. Seu pai sentado à frente de sua cela. Quieto. Inexpressivo. Ele então se  via novamente com seis anos, indo para casa, após o enterro de sua mãe. Mas quando  voltava à cela, sozinho, seu pai gritava em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não importa se você é meu filho. Eu não vou esconder a porra de um ladrão na minha casa"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando se lembrava do enterro da sua mãe, na volta o pai lhe dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Não importa se você é meu filho. Eu não vou esconder a porra de um ladrão na minha casa"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi isso que Jonas ouviu todos os dias em que esteve preso, sem que o pai tenha dito uma palavra sequer.&lt;br /&gt;Três anos se passaram. Seu pai aceitou que Jonas voltasse a morar em  sua casa, caso levasse uma vida digna e trabalhasse junto dele. Se conformou, então, em levar uma vida tranquila com seu pai. Isso  aconteceu há seis meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, enquanto espera a morte em alto mar pensa por um momento no quão  irônico foi esperar três anos para começar uma nova vida, e ela  agora acabar tão rápido. Jonas está tonto, bebeu muita água, aos poucos para  de sentir as extremidades de seu corpo.&lt;br /&gt;Vai percebendo que fica cada  vez mais díficil respirar.&lt;br /&gt;Fecha os olhos. E começa a ouvir  novamente a voz do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não importa se você é meu filho. Eu não vou esconder a porra de um ladrão na minha casa"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que então se transforma na voz da misteriosa menina da mansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você não tem cara de ladrão,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e você nem ao menos é bom nisso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas sente algo bater em suas costas, e vê a menina e seu pai sentados em um barco, lhe atirando uma corda, não conseguiriam lhe puxar para fora da  tempestade, provavelmente morreriam ali como ele. Mas quando se está perdido qualquer saída é uma boa saída,  por mais absurda que seja. Ele se agarra à corda com todas as suas  forças, e começa a ser puxado.&lt;br /&gt;De súbito tudo fica escuro.&lt;br /&gt;Quando abre os olhos a menina e seu pai não estão lá, todo seu campo de visão está fora de foco, mas Jonas não  está mais na água. Seus sentidos tentam se re-ordenar, sem sucesso, não  consegue reconhecer nenhuma das pessoas ao seu redor, mas um homem de  cabelos compridos lhe chama atenção, ele olha para o rapaz e diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Bem vindo à barca dos mortos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-8808871333964113107?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/8808871333964113107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=8808871333964113107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/8808871333964113107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/8808871333964113107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2011/01/barca-dos-mortos-1-uma-nova-vida.html' title='A Barca dos Mortos 1. Uma nova vida.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-2074555323658139790</id><published>2010-12-24T13:03:00.002-08:00</published><updated>2010-12-29T14:10:34.221-08:00</updated><title type='text'>5. O início - A morte.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Faça um favor a si mesmo e comece pela &lt;a href="http://ctmealgonovo.blogspot.com/2010/03/o-bar-primordial-o-comeco-o-fim-o-meio.html"&gt;primeira parte&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;E então, após um tempo à deriva no tempo-espaço, o bar aportou em um mundo em gestação. Um mundo tão perdido em seus passos quanto a janela que lhe deu origem, para que tivesse algo para mostrar. Ironia que o mundo recém criado tenha ainda tão pouco a exibir. Mas irônica mesmo é a pessoa escolhida pelo acaso para ser a primeira a explorar o local. E ironia é um dos assuntos de que trata essa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hipocrisia nada entende de ironia, na verdade ela não entende de muitas coisas. Não entende nada de magia, morte ou janelas, e tampouco entende da gestação de um universo. Na verdade, poucas são as coisas das quais ela entende. Ela não entende nem mesmo porque pensa, faz, e diz a maior parte das coisas. Embora em sua cabeça tudo pareça lógico e correto. É uma ironia que Hipocrisia seja tão inocente.&lt;br /&gt;Todos os comportamentos que finge para si mesma, são máscaras que ela criou para se esconder. E seguiu toda a sua existência acreditanto apenas no que queria. Mas o acaso nada tem com isso, e suas escolhas tem tanto fundamento quanto as dela. Ele não faz questão que tenham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Hipocrisia permanecia sentada a uma mesa do bar, próxima ao gato vesgo, observando O mago sair pela janela, o mundo bebê dava seus primeiros passos. O mago, ao sair pela janela, se afastou por uns instantes, olhou para trás e percebeu que havia não só uma janela ali, mas também as paredes do bar, e que tudo isso estava muito mais longe do que deveria, e concluiu que, por hora, o melhor seria voltar pela janela. O mago não sabia o que estava acontecendo, ele entendia tanto de mundos recém criados quanto entendia de janelas, mas conseguiu voltar à janela do bar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar de perigoso, o jovem mundo era o menos culpado de todos nessa história. Ele não pediu para nascer, mas era necessário que houvesse algo a ser mostrado através da janela. E agora esse mundo bebê tentava se firmar em seu próprio tempo e espaço, assim como uma criança recém nascida tenta balbuciar algumas sílabas, e emitir alguns grunhidos, para se fazer entender, e fazia isso com tanto sucesso quanto. É por isso que ao sair do bar, e dar uns poucos passos, O mago se viu tanto longe de onde viera, o mundo ainda não conseguira ordenar suas dimensões, e ainda levaria algum tempo para isso, quem saísse pela janela durante esse período estava sujeito a se perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João, o construtor, não sabia dessas coisas, mas ainda assim preferia não arriscar sair dali, embora até algumas horas atrás essa fosse a sua vontade. O mago entendera que não havia mais nada que pudesse fazer, então continuaria no bar, como sempre fez desde que foi condenado. O gato vesgo presume que se O mago não arrisca permanecer lá fora por muito tempo, tampouco ele deveria sair, pois mesmo que seja mais responsável que o próprio mago, ele infelizmente tem bem menos poder. Por outro lado, Hipocrisia sempre se recusou a perceber o que acontecia ao seu redor, preferindo acreditar no que queria. Achou então que ela poderia dar uma volta, se quisesse, por esse novo mundo, após passar tanto tempo no bar. E então ela foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O medo que João tinha de sair do bar era o suficiente para impedi-lo de faze-la voltar, enquanto O mago não só preferia ficar no bar para não encarar esse novo mundo, como também estava contente em se livrar da pequena Hipocrisia. Apenas o gato vesgo ponderava se valia o risco ir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;atrás da pobre moça. Mas enquanto ele apenas começava a pensar no assunto, Hipocrisia dava&lt;br /&gt;seus primeiros passos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dois;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Três...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E antes de alcançar o quarto já estava longe demais para ser vista. Longe demais para ver o bar. Longe demais para voltar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E então ela se apavorou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ela não conseguia contornar esse medo, como sempre fez. Ela pôde, por toda a sua existência, esconder seus medos de si mesma, tentar fingir, para os outros e para si, que eles não existiam. Mas não havia ninguém para quem ela precisasse fingir agora, não encontrava em seus pensamentos alguma verdade que pudesse sobrepor a de estar perdida, de não saber que direção tomar para voltar. De passar o resto de sua vida ali. Só não sabia ela o quão breve seria isso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E seguiu caminhando sem rumo. Ao fim de vinte e quatro horas a fome e a sede já a incomodavam, depois do que seriam dois dias já pareciam insuportáveis. Ao quarto dia a menina desmaiou e ali permaneceu até ser consumida pelo novo mundo. E foi assim que a morte chegou a um mundo que acabara de nascer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-2074555323658139790?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/2074555323658139790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=2074555323658139790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/2074555323658139790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/2074555323658139790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2010/12/5-o-inicio-morte.html' title='5. O início - A morte.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-4952864959806888999</id><published>2010-11-17T18:45:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T18:46:39.539-08:00</updated><title type='text'>Meios sem fins.</title><content type='html'>Tenho em minha mão, escrito obsessão;&lt;br /&gt;Tateando em vão, por morros sem cumes.&lt;br /&gt;Guardo em minha mente, desejo latente;&lt;br /&gt;Pelo que é aparente, como meios sem fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a profundidade do silencio,&lt;br /&gt;Seja aquilo que eu preciso saber,&lt;br /&gt;Para descer então por ele&lt;br /&gt;Olhar em seus olhos e aí então, ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então quem sabe fatal, ilusão sem moral.&lt;br /&gt;Ser de fato imortal, um deus ateu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-4952864959806888999?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/4952864959806888999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=4952864959806888999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/4952864959806888999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/4952864959806888999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2010/11/meios-sem-fins.html' title='Meios sem fins.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-92234249875290329</id><published>2010-07-22T19:40:00.000-07:00</published><updated>2010-12-23T23:38:16.344-08:00</updated><title type='text'>4. O início, ou quase - Sobre magia e janela.</title><content type='html'>&lt;i&gt;Não comece por aqui, sim? Comece pela&lt;/i&gt; &lt;a href="http://ctmealgonovo.blogspot.com/2010/03/o-bar-primordial-o-comeco-o-fim-o-meio.html"&gt;Primeira parte&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos assuntos mais comentados em velórios é a aparência do morto, a falta de conhecimento que as pessoas tem acerca da morte é a causa desses comentários frívolos. Da mesma forma, muitos mágicos, feiticeiros, bruxos, magos e afins costumam ligar janelas à magia, também pela falta de conhecimento acerca da natureza das janelas. &lt;div&gt;Magia é magia. Janela é janela. A magia é uma arte complexa, que serve a diversos fins, não cabe a essa breve introdução dissertar a respeito. Janelas são mais simples, seu funcionamento é baseado em ver algo do outro lado de uma parede, e sua natureza é totalmente não mágica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mago não sabia disso, O mago entendia muito de morte, ainda mais de magia, porém de janelas ele nada sabia. E para isso ele precisava de João. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gato vesgo também não entendia muito de janelas, tampouco de magia ou morte, mas sua empatia era admirável. Se tinha uma coisa que o gato vesgo sabia, era compreender outros seres, e ele percebia a frustração do mago. Porque outra coisa que O mago não sabia, mas estava aprendendo, era a desistir. Desistir do jeito que se desiste de  deixar a barba crescer, quando ela simplesmente não vai crescer do jeito que você quer. Viajar pelo tempo e pelo espaço não tinha mais como dar certo, não era pra ele, e ele resolveu desistir. Abriria uma maldita janela, e pela janela gritaria para o tempo-espaço dizendo que desistira, estava entregando os pontos, e imploraria para voltar à vidinha que tinha antes. O mago realmente não entendia nada de janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João morria de medo da morte, e isso era tudo que ele sabia a respeito. Ele também não acreditava em magia, mas pelo sim pelo não, ele sempre achou melhor não se meter com gente muito misteriosa. Ele entendia mesmo era de janela, que era uma coisa mais simples, sem grandes mistérios, e é isso que ele ia fazer ali no bar, abrir uma janela. O mago lhe pedira que fizesse, e ele estava mesmo com vontade de fazer uma janela, assim ele ao menos veria se já era noite, e há quanto tempo estava nesse bar.&lt;br /&gt;E foi o que ele fez, uma janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mago esperava que a janela não mostrasse nada, apenas escuridão, pois o bar não estava em lugar algum em que houvesse algo pra se ver, ele vagava perdido pelas fendas do tempo e do espaço. O que ele não sabia é que a janela não tinha absolutamente nada a ver com isso. A natureza da janela era mostrar o que havia do outro lado da parede, e se não havia nada para se ver, alguma coisa tinha de ser criada para que houvesse algo para ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E algo se criou. Não que houvesse muita coisa, tudo que se via através da janela era um deserto. Um deserto vazio. Como se tudo que houvesse de neutro e irrelevante no universo tivesse se juntado para formar aquele lugar. O céu não era azul, mas também não era nublado, não tinha sol, mas também não parecia que iria chover, era apenas um céu, ou alguma coisa que estava acima. A terra não era árida, mas também não era irrigada, verdejante, era terra, dura, como se na hora de construir aquele lugar tivessem comprado o piso mais barato e colocado ali. Também não havia horizonte, a terra e o céu, ou aquilo que está no lugar da terra, e aquilo que está acima, onde deveria estar o céu, não se encontravam, apenas aparentavam algum tipo de gradiente no infinito, onde esperava-se ver a linha do horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mago constatou que aquela ainda era parte da vingança do Tempo-espaço.&lt;br /&gt;O tempo-espaço realmente não teria misericórdia do mago, caso ele chegasse a lhe pedir alguma coisa, seu trabalho era tomar conta da estabilidade dos universos. E não poderia arriscar liberando o mago novamente.&lt;br /&gt;Mas ele não teve nada a ver com essa história, a culpa foi do mago, que não entendia nada de janelas, e desprezou sua natureza elementar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-92234249875290329?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/92234249875290329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=92234249875290329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/92234249875290329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/92234249875290329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2010/07/4-o-inicio-ou-quase-sobre-magia-e.html' title='4. O início, ou quase - Sobre magia e janela.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-3118957548283112623</id><published>2010-07-21T20:03:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T19:54:04.200-07:00</updated><title type='text'>3. Ainda antes do ínicio - A chegada do construtor.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Essa história toda começa aqui: &lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(27, 4, 49); font-family:Georgia, 'Times New Roman', sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;a href="http://ctmealgonovo.blogspot.com/2010/03/o-bar-primordial-o-comeco-o-fim-o-meio.html"&gt;1. O bar primordial - O começo, o fim, o meio, e um meio de voltar ao começo.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(27, 4, 49); font-family:Georgia, 'Times New Roman', sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;/span&gt;João trabalha na construção civil. E se tem uma coisa que João não dispensa, é tomar uma cerveja na sexta-feira. Mas como os botequins habituais fecharam, João voltava para casa cheio de rancor, achando que o mundo conspirava contra ele. No caminho, se deparou com um novo bar. O bar tinha uma cara estranha, provavelmente estaria cheio de gente metida e a cerveja seria cara, mas ele entrou assim mesmo. A essa altura ele pagaria qualquer coisa, e aturaria qualquer tipo de pessoa, por uma cerveja. Se ele soubesse o que o esperava dentro do lugar talvez deixasse essa cerveja pra lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Entrou, sentou-se a uma mesa qualquer, e ficou pensando numa janela que gostaria de fazer na sua casa, enquanto aguardava o atendimento. Olhando ao redor se deu conta que em uma mesa do canto uma menina parecia jogar damas com um gato branco, e que o barman (um sujeito bem estranho) não parecia fazer a menor questão de atendê-lo. Isso deixaria João realmente irritado, mas o lugar era tão entediante que tirava até a vontade de ficar enfurecido. Voltou então a pensar em sua janela, que era o melhor que ele podia fazer, quem sabe daqui a pouco ele fosse atendido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Mas não foi, então João percebeu que estava sentado no bar há um bom tempo, o barman continuava no mesmo lugar, possivelmente na mesma posição, a menina já havia se retirado, e ele não conseguia ver o gato. Quando João fazia força para novamente tentar refletir sobre o que estava fazendo, e por que não ia embora dali, o gato branco pulou sobre sua mesa, João encarou por alguns momentos seus olhos estrábicos, e travaram então o primeiro diálogo dessa história com mais de uma fala.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olá, boa tarde, como vai? - Falou o gato meio miando meio falando, mas se fazendo entender com muita elegância&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bem, e você?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou ok - Se limitou a responder, o gato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como assim ok?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Simplesmente ok, não há nada de errado comigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que bom, entao, eu acho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acho que sim. Se não for bom, ao menos não é ruim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A conversa estava um tanto confusa, mas João levou em frente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que é bom. Não ser ruim é bom, nao é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não necessariamente, talvez seja simplesmente normal.Embora, às vezes, o ruim pareça ser o normal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De qualquer forma é melhor estar normal do que estar ruim, não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Penso que sim. Desde que para mim o ruim não seja o normal, senão seria ruim de qualquer maneira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Enquanto seu cérebro se dividia entre refletir se já era hora de apenas sorrir concordando e tentar acreditar que estava realmente falando com o gato - sem muito esforço em nenhuma das direções - o gato desceu da mesa e sumiu, não demonstrando muito interesse em saber quem era o sujeito à mesa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Funcionou. Ainda não estava nas mãos d'O mago controlar o bar para viajar para lugares específicos, mas ele conseguiu deixa-lo no caminho da pessoa de que precisava. Embora ele não tivesse certeza de como fez isso, agora não importava. O homem é um construtor, sem dúvidas, e ele irá construir a janela para O mago. Só precisa ser convencido disso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas por enquanto, ele continua esperando a sua bebida.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-3118957548283112623?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/3118957548283112623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=3118957548283112623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/3118957548283112623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/3118957548283112623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2010/07/3-ainda-antes-do-inicio-chegada-do.html' title='3. Ainda antes do ínicio - A chegada do construtor.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-7964707949520480189</id><published>2010-06-06T18:53:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T19:37:24.936-07:00</updated><title type='text'>2. Antes do ínicio - O gato vesgo e a Hipocrisia.</title><content type='html'>Muitas boas histórias começam com um gato. Essa é uma delas, talvez não uma das boas, mas uma das que começam com um gato. Um gato vesgo, de pelo branco, patas compridas e esguias, que faziam seu corpo parecer desproporcional.&lt;div&gt;Apesar da sua aparência levemente esdrúxula, o gato era elegante, gentil, esperto e compenetrado. E nesse momento jogava damas com a Hipocrisia. O mago não lembrava quando diabos Hipocrisia entrou no bar, mas foi com ela que ele percebeu que as coisas estavam fugindo do seu controle, o fato é que assim que chegou, a jovem começou a deixar todos exasperados com suas bravatas, O mago em especial, que já havia pensado em muitas maneiras de se livrar dela, tão conclusivas quanto suas tentativas de viagem no tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mal haviam começado a jogar, e a jovem já iniciara seu discurso:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; - Tem certeza que vai continuar jogando desse jeito? Isso pode não ter volta, e comigo é assim, acabou, acabou, sem revanche, sem melhor de três. Quando eu decidir terminar, não vai lhe sobrar chance.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto o pobre gato vesgo, só queria jogar damas. Na falta de outra companhia aceitou jogar com a moça, e seguia jogando quieto.Pobre hipocrisia, era tão distraída pelas suas verdades, que as ignorava ao se trair, e ignorava os demais achando que tinha o controle da situação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fingir que não via todo seu suposto controle ruir era fácil, difícil era esconder isso dos demais. E a cada passo em falso, a cada truque inútil, ficava mais evidente que a sua consciência, e sua língua, eram cavalos sem rédea, que a pequena Hipocrisia era incapaz de domar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o jogo acabou. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O gato passou uma de suas quatro damas por cima da última pedra da menina, que nada disse, mas que no fundo de seus olhos azuis suplicava por mais uma partida, no jogo em que ela mesma negou dar qualquer chance a um adversário derrotado, jogo em que ela, sem perceber, deu cabo de si mesma, a despeito de suas ameaças iniciais, que agora não eram nada além de um fraco espectro de vergonha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O velho gato guardou o tabuleiro sorrindo até a ponta do bigode, ele não guardará qualquer rancor, e a criatura de singular inteligência que é, talvez até jogue uma nova partida com a menina qualquer dia desses.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="border-collapse: collapse; line-height: 18px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-size:-webkit-xxx-large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-7964707949520480189?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/7964707949520480189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=7964707949520480189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/7964707949520480189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/7964707949520480189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2010/06/antes-do-inicio-o-gato-vesgo-e.html' title='2. Antes do ínicio - O gato vesgo e a Hipocrisia.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-7817249813252099376</id><published>2010-03-07T04:52:00.000-08:00</published><updated>2010-07-22T19:37:55.094-07:00</updated><title type='text'>1. O bar primordial - O começo, o fim, o meio, e um meio de voltar ao começo.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Em um lugar que ninguém lembra realmente onde é, há um bar onde tudo parece acontecer com menos vontade do que seria normal. As pessoas comem, andam e bebem calmamente e até os movéis parecem mais lentos, apesar de imóveis. O rádio toca uma música que ninguém sabe realmente o que é, que não envolve ninguém, mas tampouco os incomoda. Nada parece ser capaz de espantar os presentes, nenhum deles tem vontade de ir embora, muito embora não saibam porque estão ali.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O dono do bar é um velho mago, conhecido por um nome de mago, pronunciado em algum idioma mágico e escrito com letras mágicas, e seria inoportuno tentar chama-lo de outra coisa que não: "O mago".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mago, há muito tempo, estudava maneiras de viajar pelo tempo e pelo espaço, mas todas as suas tentativas resultaram apenas em falhas espaço-temporais, até que lá pela vigésima vez o Espaço-Tempo resolveu tirar satisfações com ele, que acabou aprisionado em outra dimensão do espaço e do tempo e, sem muito o que fazer por lá, abriu um bar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além de abrir o bar, O mago continuou tentando viajar pelo tempo e pelo espaço, mas conseguiu apenas duas coisas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;1 - Fez com que o tempo passasse mais devagar, tornando sua prisão ainda mais tediosa do que já era, se é que havia tal possibilidade.&lt;br /&gt;2 - Conseguiu que o bar inteiro viajasse pelo tempo e pelo espaço, porém em momentos aleatórios, e para uma lugar completamente aleatório, em uma época tão aleatória quanto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Graças a essas viagens, vez ou outra alguém, de algum lugar do tempo-espaço, aparecia no bar. E de lá não saía, pois para manter a companhia O mago não exitava em utilizar seus poderes, e algum tipo de magia ele tinha de fazer bem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Infelizmente depois de algum tempo algumas coisas começaram a fugir de seu controle, e ele percebeu que mesmo que quisesse seria incapaz de se livrar de muitos dos habitantes do seu bar, que pareceu criar vida própria conforme chegavam novos hóspedes, e essa vida tinha de escoar para algum lugar, mas isso são outras histórias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-7817249813252099376?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/7817249813252099376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=7817249813252099376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/7817249813252099376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/7817249813252099376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2010/03/o-bar-primordial-o-comeco-o-fim-o-meio.html' title='1. O bar primordial - O começo, o fim, o meio, e um meio de voltar ao começo.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-832815651667909926</id><published>2009-12-16T06:37:00.000-08:00</published><updated>2010-04-27T15:30:46.182-07:00</updated><title type='text'>Grades</title><content type='html'>Sei que esse é meu lugar, sei do crime que cometi, e até mesmo o quanto vou pagar por ele. Às vezes tento lembrar-me como era ali fora, mesmo sabendo que é, e vai continuar sendo, do jeito que sempre foi, mesmo que nunca tenha sido de verdade. Este fora paradoxal sempre esteve dentro de mim, sempre foi uma parte de mim, que não vivia realmente, mas era mais viva do que jamais fui, e quis lutar para que a minha vida, dentro dela, fosse como era fora, dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora não importa mais, não valeu a pena, no fim das contas, eu busquei a verdade, busquei formas de mudar a verdade. Mas a única maneira de burlar a verdade é com a mentira, e nunca considerei uma opção, não para mim mesmo, se minha liberdade dependesse de ilusão seria melhor morrer no escuro, que, aliás, é o próximo passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Platão devia ter me avisado que sair da caverna é sair da panela pra pisar no fogo. Saio da caverna e agora descubro que sou preso, e que não há um caminho de volta, sobra um prêmio de consolação um desprezo contido pela mediocridade de quem é incapaz de ver suas amarras, e uma pena de quem acredita realmente que é capaz de escapar das correntes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que os planos dão errado nada parece importar, fica essa lucidez inútil, ser capaz de ver a própria corrente, ver até onde ela machuca, até onde consigo ir, uma temeridade estranha, não uma coragem, apenas temeridade, brincar com o risco, correr riscos a troco de nada, só para desdenhar da vida, assim como ela parece desdenhar de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho balanço a corrente e bato com ela no chão, até cansar, porque mesmo não querendo aceitar, eu gosto de chamar atenção, fico querendo que alguém venha e faça por mim o que eu sou incapaz de fazer, que alguém me salve do fracasso cômodo que me restou. Mas não adianta, abandonei a esperança ao entrar aqui, tudo que ainda me resta é uma sobra da minha arrogância, de quem achava-se capaz de ser livre, e um desprezo por tudo que me cerca, que se estende a mim mesmo quando só restam eu e minhas circunstâncias. E um eco, lá no fundo, que me diz para tentar de novo, deve ser o que restou daquele que acreditava em si mesmo, mas ele está tão errado quanto eu estava, e tão enterrado quanto eu estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* - "Continuação" de &lt;a href="http://ctmealgonovo.blogspot.com/2009/04/breves-esperancas.html"&gt;Breves Esperanças&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;* - Breves citações a Humberto Gessinger e Dante Alighieri, melhor referenciar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-832815651667909926?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/832815651667909926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=832815651667909926' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/832815651667909926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/832815651667909926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2009/12/grades.html' title='Grades'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-5016147153896728259</id><published>2009-07-14T08:36:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T05:04:15.240-07:00</updated><title type='text'>Meu caos posto à mesa</title><content type='html'>À noite te conheci, e dela te pintei em preto. Por ela sempre me acompanhaste, a figura negra, uma sombra esguia sempre a me lembrar da minha melancolia e angústia, e de tanto te ouvir, de você eu me vesti, e negro fiquei, assim como você. Em ti eu me tornei, e em você eu me fechei em sombras.  E me afoguei em sua companhia, como se em um manto escuro. E como veio você se foi, evanesceu. E nasceu o dia, e longo foi ele até que eu pudesse te reencontrar, e, sinceramente, a sua falta eu não senti.&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas você voltou, caminhando ao meu lado, e de preto novamente eu te pintei, mais escuro do que você jamais foi, para que cobrisse a minha visão, mais melancólica, mais fria, mais suja, e com você então eu fui mais só do que jamais fora.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E da minha solidão você bebeu, e de você mais um nasceu, e esse eu pintei com o veneno que sai da minha boca, das minhas palavras nasceu o verde, e deste te fiz, e para poluir minhas idéias para sempre ao meu lado andou também, e pelos meus caminhos sempre vocês me levavam.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E dos meus dois demônios juntos nasceu o terceiro, o veneno precisava de força, e a melancolia sozinha não era capaz de lhe dar, da negra angústia surgia a força para o veneno, a fúria outrora contida brotava dos meus poros, e da vermelhidão da minha pele nasceu o meu terceiro demônio. Me cortei, e do meu sangue pintei a tua força, te fiz de um rubro que cobria meus olhos. E com vocês três segui, em vocês me escondi. A toda hora vocês foram a minha companhia, e forma de me lembrar todos os momentos que eu estava só.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;De tanto me acompanhar meus demônios viraram parte de mim, todo o caos que eles significavam virou minha rotina, minha melancolia e minha angústia se disfarçaram em um tédio impaciente. E dessa fleuma nasceu o demônio que me acomoda e tenta me impedir de sair do lugar, de branco lhe pintei em homenagem aos meus dias sem cor. E por todos os cantos eles estavam, gritando para mim os meus erros a todos os momentos, me mostrando que nada me restava, que eu já era preterido, e me envenenando com minha fúria e impaciência me impediam até de ouvir quem queria me falar. E aproveitam que me tiram a fome e sentam à mesa para jantar, enquanto conversam amenidades.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-5016147153896728259?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/5016147153896728259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/5016147153896728259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2009/07/noite-te-conheci-e-dela-te-pintei-em.html' title='Meu caos posto à mesa'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-8187277019338951419</id><published>2009-07-07T18:16:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T18:08:53.535-07:00</updated><title type='text'>Vício em decepção</title><content type='html'>Eu tenho uma faca, achei ela por aí, já faz um tempo. Ela é bonita, brilhante, escura, afiada, mas afiada do que eu achei que fosse. Quando eu achei ela eu afiei, e comecei a tocar minha pele com ela, não cortava. Eu sempre fui sozinho, cresci assim e minha solidão virou minha companhia, até que eu encontrei a minha faca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era engraçado, eu fechava os olhos, esquecia que ela estava na minha mão, e deixava roçar minha pele, ela estava tão afiada que que seria capaz de cortar um fio de cabelo ao meio, mas sempre deixou meu corpo imaculado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu deixava que ela me acariciasse com cada vez mais frequência. E com mais força, mais fundo, no limite entre o prazer e a dor, mas eu não me importava, eu sabia que ela não iria me machucar, suas carícias eram mais sinceras que qualquer palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca gostei de dor, o meu vício é a confiança mesmo, eu confio até sabendo que não posso confiar, eu confio na mentira, confio por gostar de confiar, eu até me acostumo com a dor da traição, mas eu gosto de confiar assim mesmo. E nela eu sempre confiei, ela nunca me deu motivo para não confiar, até um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia em que eu me cortei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia eu jurei pra mim mesmo que nela não mais confiaria, que não a queria mais perto de mim, eu a tiraria da minha vida.&lt;br /&gt;Mas eu não consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sentia vazio sem poder confiar em ninguém, e foi nela que eu confiei por algum tempo, e apesar da primeira cicatriz eu a trouxe para perto de mim novamente, mais perto do que jamais estivera, eu gostaria de provar pra mim mesmo que poderia confiar nela. E eu podia, achava que podia, sentia que podia, queria poder, e pude. Todo o risco que eu corria era pouco, era nada, perto do alento para as minhas entranhas, o meu vício estava sendo saciado. Cada vez mais, mais fundo, mais forte, fundo, forte, fundo, forte, fundo, forte, fundo, forte. E eu me cortei de novo, me cortei mais fundo, sangrei mais do que jamais imaginei que fosse sangrar, mas eu não conseguia mais não confiar, e aí eu me curei, e voltei a confiar. Voltei a confiar na mentira, voltei a achar que eu não iria me cortar, e me cortei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me curei, tentei me afastar, sem sucesso, logo logo ela estava lá, e eu já confiava só por confiar, esperando só pelo momento em que eu iria me cortar, eu sabia que ela me cortaria, mas ainda restava uma esperança vã  E várias vezes eu jurei tira-la daqui. Muitas vezes eu não mais a quis. Mas sem ela eu não tinha em quem confiar. E cheguei até aqui confiando na mentira e sangrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiando e sangrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma tentativa, e não sei se estou disposto a sangrar ainda. Mas o sangue é sempre da mesma cor, o fio da navalha é sempre o mesmo, e a dor é sempre igual, aprende-se a conviver com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;*Ficção crianças&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-8187277019338951419?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/8187277019338951419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/8187277019338951419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2009/07/turn-around-and-walk-razors-edge.html' title='Vício em decepção'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-8118339588340015149</id><published>2009-05-11T15:05:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T06:37:51.022-07:00</updated><title type='text'>Solilóquio</title><content type='html'>Em meu monólogo pessoal eu vou ao céu, tento ir ao inferno e paro no chão, porque do chão eu não passo, e ele eu conheço muito bem. E no chão pouco me resta, das vísceras resta a dor, da energia resta o cansaço, do olhar restam as lágrimas. E do céu só restam lembranças, as luzes da ribalta já se apagaram, mas eu sou o ator, eu decido quando acaba o meu espetáculo.&lt;br /&gt;São só palavras, texto, ensaio e cena* . A história é toda uma mentira e eu posso sorrir assim que eu descer do palco.&lt;br /&gt;Mas a peça ainda não terminou, ainda falta um grand finale, falta um toque final, um anti-clímax, o fade-out que vai acabar com tudo, que vai mandar todos os que restam embora.&lt;br /&gt;Mas eu sou incapaz de encontrar em mim começo, meio e fim. Eu sou incapaz de encontrar em mim absoluto qualquer, solidez alguma.&lt;br /&gt;E a panacéia da minha angústia parece ausente e distante, e sigo calado, é meu último momento, em que quase me escapa um uivo insensato.&lt;br /&gt;Mas insensato é meu adeus calado, insensato é meu olhar escondido, jogado ao lado, e para o lado escuro seguem meus passos, e agora me retiro, sem esperar aplausos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;* Frase de "Os Barcos" (Legião Urbana&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-8118339588340015149?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/8118339588340015149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/8118339588340015149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2009/05/soliloquio.html' title='Solilóquio'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-7360688840551023036</id><published>2009-04-22T15:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T04:29:31.349-07:00</updated><title type='text'>Aprendendo a voar.</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Baby&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, me dá uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;carona&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Abra minhas asas e me faça voar como pedra chutada, como bala cruzada, voar para o tudo e para nada.&lt;br /&gt;Quanto mais alto o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;voo&lt;/span&gt; menores as diferenças, menor a importância.&lt;br /&gt;Mais alto, mais longe da terra, mais liberdade, menos medo.&lt;br /&gt;Insegurança não existe mais, não há nada importante deixado para trás, nada é mais importante que o seu voo.&lt;br /&gt;Seu único voo, apenas seu, de mais ninguém.&lt;br /&gt;Quanto mais alto o voo, maior a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;queda&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E que se voe tão alto que a queda seja fatal.&lt;br /&gt;Se a queda não for o fim, aquele não foi o seu voo.&lt;br /&gt;A queda é um mergulho, é parte do voo, talvez a parte mais importante, independente disso é a última, é veloz, feroz, vertiginosa, bela e cruel.&lt;br /&gt;Não há mais nada para decidir, só há você, e a única segurança que você jamais teve em sua vida, o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Baby&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, come &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;with&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Let&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;'s &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;have&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;drunk&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;flight&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-7360688840551023036?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/7360688840551023036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=7360688840551023036' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/7360688840551023036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/7360688840551023036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2009/04/aprendendo-voar.html' title='Aprendendo a voar.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-7209385175354644013</id><published>2009-04-19T18:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T18:27:42.164-07:00</updated><title type='text'>Deixar a onda levar.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Eu devia estar contente&lt;br /&gt;Porque eu tenho um emprego&lt;br /&gt;Sou um dito cidadão respeitável&lt;br /&gt;E ganho quatro mil cruzeiros por mês"&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente eu ando meio arrependido de algumas coisas. Da minha consciência política,&lt;br /&gt;das minhas exigências, de pensar demais em algumas coisas. Mas eu não consigo deixar de&lt;br /&gt;fazer essas coisas, não consigo deixar de ser a areia da engrenagem para me tornar um grão de sal no mar de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"Eu devia agradecer ao Senhor&lt;br /&gt;Por ter tido sucesso na vida como artista&lt;br /&gt;Eu devia estar feliz&lt;br /&gt;Porque consegui comprar um Corcel 73&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personalidade é uma coisa estranha, tu vai achando legal no começo, começa a se sentir diferente, percebe que os teus gostos são diferentes dos da maioria, até fica meio arrogante, passa a não entender como essas pessoas “comuns” conseguem levar essas vidinhas de merda. Começa a criticar ditadura, democracia e aristocracia, e acha todas elas erradas, tão erradas quanto você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"Eu devia estar alegre e satisfeito&lt;br /&gt;Por morar em Ipanema&lt;br /&gt;Depois de ter passado fome por dois anos&lt;br /&gt;Aqui na Cidade Maravilhosa"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí então começam as crises. Teus ídolos se revelam humanos, e isso te decepciona, mas aprende a aceitar. Não há mais sentido em ver televisão, a mídia é corrupta, a arte está prostituída, as músicas não são mais feitas para exprimir alguma coisa, elas existem pra seguir tendências e vender, e aí então você começa a odiar o capitalismo, vira fan de bandas underground que distribuem suas canções pela internet, para então virar-lhes as costas assim que tocarem na rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"Ah! Mas que sujeito chato sou eu&lt;br /&gt;Que não acha nada engraçado&lt;br /&gt;Macaco praia, carro, jornal, tobogã&lt;br /&gt;Eu acho tudo isso um saco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ai tu começa a duvidar de Deus, que tu sempre aprendeu que te criou, vigiou e essas coisas todas. Depois de ter entendido “tudo” sobre Darwin e Nietzche não faz sentido nenhum acreditar em Deus, afinal a Igreja queimou tanta gente graças a essa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"É você olhar no espelho&lt;br /&gt;Se sentir um grandessíssimo idiota&lt;br /&gt;Saber que é humano, ridículo, limitado&lt;br /&gt;Que só usa dez por cento de sua&lt;br /&gt;Cabeça animal&lt;br /&gt;E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial&lt;br /&gt;Que está constribuindo com sua parte&lt;br /&gt;Para nosso belo quadro social &lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí você pensa um pouco, e percebe que esse seu estilo alternativo está longe de ser único, ele pode não ser a moda da mídia, mas no fim das contas ele é uma moda. No fim das contas, talvez você não, mas boa parte dos fanzinhos dessas bandas underground que você escuta não entendem nada da música, estão ali para ser alternativos, o que não deixar de ser um modismo da anti-moda. Começa a ver que a sua visão religiosa, ou anti-religiosa também não é 100% correta, percebe que os políticos não são pessoas totalmente ruins, assim como os seus antigos ídolos não eram, e no fim das contas todos são humanos como você, e essa é a única coisa absoluta. E aí começa o relativismo, tu senta em cima do muro e para pra pensar, e percebe que as tuas idéias não são absolutas, que a sua honestidade, e nem a de ninguém, é absoluta, que a sua visão de mundo é limitada, e que bem e mal, certo e errado, e a maior parte dos opostos, estão todos longe de serem absolutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;"Eu que não me sento&lt;br /&gt;No trono de um apartamento&lt;br /&gt;Com a boca escancarada cheia de dentes&lt;br /&gt;Esperando a morte chegar" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opostos não são absolutos, chegando nesse ponto você pode voltar a ouvir algumas músicas das rádios (nem todas são ruins, mas a maioria realmente não vale um tiro, mas não é tocar na rádio que as faz ruins). Toda aquela carga “alternativa” que te oprimia não existe mais, e você pode gostar do que realmente gostar, gostar sinceramente. As coisas começam a andar bem, você se sente livre, e cada coisa nova é excitante, cada possibilidade nova merece ser avaliada e parece que nada mais te limita. Porém nem essa sensação é absoluta e você acaba descobrindo que tudo isso tem um preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega uma hora que a vida dá uma volta tão grosseira quanto os versos que você odeia nessas músicas fúteis. Aí você tão acostumado a pensar começa a pensar demais, começa a pensar em possibilidades para melhores, porquês e porquês sem fim, tua paz vira tumulto, tua tolerância é pisoteada e você deseja que a onda te leve.&lt;br /&gt;Deseja ser normal, está cansado de pensar. Pra que pensar se é mais fácil só reagir a tudo (frase da música Noites de outros dias -7, cidadão quem). Dá uma puta vontade de votar no partido da maioria (que muda a cada eleição), não dá mais vontade de ler, não da mais vontade de fazer nada, parece que você já tem muitas coisas na cabeça, mais do que é capaz de gerênciar, e fica de saco cheio de todo o resto.&lt;br /&gt;Mas pelo menos pra mim a música nunca deixou de ser uma coisa sincera, uma luz amena no cinza pesado do céu, e talvez por ela eu não vá me tornar uma pessoa normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade, é que trilhar seu próprio caminho tem um preço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pensando bem não quero trocar minha personalidade por ouro de tolo, felicidade vazia, e outras afirmações que minha arrogância (que vai bem, obrigado) me permitem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora lembrando de tudo isso, não me sinto tão arrependido assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Trechos destacados da música Ouro de Tolo (Raul Seixas)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-7209385175354644013?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/7209385175354644013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=7209385175354644013' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/7209385175354644013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/7209385175354644013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2009/04/deixar-onda-levar.html' title='Deixar a onda levar.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-3461605700591749115</id><published>2009-04-05T19:05:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T07:30:28.226-07:00</updated><title type='text'>Yoko</title><content type='html'>Hoje eu sai pra caminhar, eu não conseguia parar de andar, mas não sabia para onde ir, sabia que não tinha onde ir, mas ainda assim não conseguia ficar parado.&lt;br /&gt;Meu corpo todo tremia, a decepção era comparável, talvez, àquela de quando sua vó te presenteava com cuecas no natal. A cada passo a decepção aumentava, a cada passo a verdade parecia mais cruel, e mais verdade, mais intensa, mais interna, se fechando em um pequeno ponto no abdômen, como se um big bang fosse acontecer em mim, e a duras custas eu impedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas pernas trêmulas, meu caminhar perdido, minha ânsia por achar algum lugar vazio eram reflexões da minha decepção, hoje foi o dia que me descobri visível, mortal, normal, comum. Eu não conseguia simplesmente sumir, por mais que eu quisesse, por mais que a cada passo eu tentava, eu não conseguia desaparecer, ser invisível, e a minha incapacidade de fazer as coisas ao meu gosto me decepcionava cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me decepciono cada vez que eu vou dormir e percebo que poderia ter feito algo que não fiz, cada vez que projeto algo e esqueço isso, ou não dou a devia importância, ou simplesmente tenho preguiça de concluir, ou tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tenho uma qualidade, eu sou paciente, apesar da minha incapacidade para tudo eu consigo me perdoar, e até projetar novos vôos, novas idéias, novas possibilidades, algumas impossibilidades para que eu me decepcione um pouco mais, e volte a projeta-las depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-3461605700591749115?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/3461605700591749115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=3461605700591749115' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/3461605700591749115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/3461605700591749115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2009/04/talvez-eu-possa.html' title='Yoko'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-5016570569138575233</id><published>2009-04-03T17:14:00.001-07:00</published><updated>2009-04-03T17:14:27.222-07:00</updated><title type='text'>Breves Esperanças</title><content type='html'>Resistir é fútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora você também vai acabar sendo assim como nós, no começo é realmente difícil, você ainda lembrará de todas aquelas noites. Das noites em que o absurdo visitava sua mente e levava seu inconsciente a uma viagem sem sentido, e que apesar disso, eram os momentos mais livres de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também existem fatores positivos, veja bem, a falta daquela liberdade, impedirá que na manhã seguinte você sinta as correntes apertarem seus punhos, você pode não acreditar, mas quando você se libertar dessa liberdade, aí sim você entrará definitivamente no que é a vida, verdadeira apesar de cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que não parece nada bom, acredite, eu não gostaria que fosse assim, eu daria qualquer coisa para ter de volta tudo aquilo, mesmo quando você nem lembrava direito da última noite, mesmo quando tudo era tão difuso, e por mais que você se forçasse a lembrar nada restava, nenhuma lembrança, apenas uma sensação, uma estranha tristeza, um pesar por estar de volta nesse mundo, e ainda sentir uma veia de liberdade pulsando em seu corpo. Não ache também que eu não lutei por eles, mas uma hora você não agüenta mais, uma hora as correntes começam a perfurar sua pele, e não te deixam mais dormir, chega à hora em que o seu suor já é sangue, e a sua cruz pessoal pesa em suas costas, nessa hora tudo se torna realmente mais difícil, e por mais que não eu queira desfazer-me deles, eles acabam criando um contraste agonizante com tudo que o realmente cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que eu toquei no assunto eu me lembro de quando eu ainda era capaz de lutar por eles, naquele tempo eu achava que nunca me entregaria, que encontraria a chave para abrir as minhas correntes, e aquele pensamento era tão confortante que parecia que eles me acompanhavam por todo o dia, e por mais que tudo fosse frio ao meu redor eles me aqueciam, acalentavam meu coração, e me punham suavemente em seu prazeroso consolo inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa coisa e não se entregar jamais é algo realmente belo, especialmente quando você realmente é capaz de acreditar nisso, como eu já fui, hoje em dia eu não acredito mais, porém lembrar daquele tempo ainda me conforta um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso ver nos seus olhos um brilho que outrora já ouve nos meus, perdoe-me as lágrimas, mas é duro perceber no que eu me tornei, e mais duro é pensar que você também será como eu, mas eu já estou me sentindo culpado, estou tentando acabar com as suas esperanças, não é culpa minha, acredite, eu queria poder te dar mais esperanças, mas eu não possuo nenhuma mais para lhe dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vá, me deixe falar sozinho, lute por você, eu acho que talvez ver o seu rosto jovem e imaculado me deixe um pouco mais feliz, talvez porque eu possa me ver e saber que já fui como você, se quiser um conselho, não se entregue, lute até o fim, mesmo sabendo que o fim já vai chegar, e se algum dia você encontrar as chaves que abrem as correntes ajude também quem estiver próximo a você, não peço nada para mim, mas se lembrares e puder me ajudar também, eu lhe seria realmente grato, não que eu acredite de verdade e vá esperar que você me traga a minha chave, mas olhar para você me da uma vontade de ir em busca da minha, afinal um olhar brilhante e jovem como o seu traz muitas lembranças, e também um breve facho de luz na minha escuridão pessoal, e acima de tudo, uma saudade, e uma vontade de ter meus sonhos de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-5016570569138575233?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/5016570569138575233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=5016570569138575233' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/5016570569138575233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/5016570569138575233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2009/04/breves-esperancas.html' title='Breves Esperanças'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-1667210955791095446</id><published>2008-12-07T16:54:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T17:01:47.132-08:00</updated><title type='text'>Outras Frequências</title><content type='html'>E a canção perdeu o tom,&lt;br /&gt;A harmonia e a melodia.&lt;br /&gt;E a sintonia que era a mesma,&lt;br /&gt;Foi trocada ou esquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um solo distante&lt;br /&gt;A nuancia que define&lt;br /&gt;Principal ou paralelo&lt;br /&gt;Prazer ou negocio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhares ja não são os mesmos&lt;br /&gt;As ideias e as crenças&lt;br /&gt;E as notas já perdem a vida&lt;br /&gt;Inaudiveis ou esquecidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mentiras previsiveis&lt;br /&gt;Um futuro marcado&lt;br /&gt;Uma despedida dissimulada&lt;br /&gt;Em prioridades camufladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 pontos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou arrogante, eu sei, não gosto de ser deixado de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É complicado trabalhar algo com alguém que você sabe que não está mais ali, embora as vezes pareça&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-1667210955791095446?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/1667210955791095446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=1667210955791095446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/1667210955791095446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/1667210955791095446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2008/12/outras-frequncias.html' title='Outras Frequências'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-1222155633229539917</id><published>2008-10-15T16:04:00.001-07:00</published><updated>2008-10-20T06:28:51.183-07:00</updated><title type='text'>Vida através da janela.</title><content type='html'>Da janela da biblioteca eu vejo prédios e casas, vejo ruas escuras e escuridão no céu. Neste cenário o brilho de janelas saltam os olhos como um mosaico surrealista, porém real. E de súbito um pensamento me atingiu: Há vida ali, seja ali onde for, neste jogo de luzes que se exibem na noite existe vida, e mais do que isso, atrás de janelas que brilham como um arco-iris nas trevas existe vida inteligente, ou que ao menos raciocina para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer uma coisa obvia, mas quantas vezes por dia reparamos que existe vida além do nosso território, que o mundo não se limita ao nosso circulo de convivência. Todo mundo sabe que existe muita coisa além do que conhecemos, e além de que conheceremos em uma vida. Mas mesmo sabendo disso, cada vez que vem a mente essa existência alheia ao nosso conhecimento é surpreendente. É uma sensação de surpresa que é bem resumida na frase "Putz, é verdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a mesma sensação quando do nada vemos alguém morrer, ou lembramos da morte de alguém e nos damos conta de que esse é o nosso destino também. O homem é egoísta por natureza, todo ser humano nasce sabendo que vai morrer, mas planeja toda a sua vida como sendo imortal (não que eu me sinta tentado a planejar a minha morte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo vale para tudo que nos cerca, todo mundo sabe que além de nós, mesmo no próximo quarteirão, há pessoas que estão rindo, chorando ou brigando, mas mesmo sabendo disso ainda assim ignoramos, assim como somos ignorados por eles, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu me importe com a vida dos outros, foi só um pensamento que me veio um dia desses olhando pela janela da biblioteca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-1222155633229539917?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/1222155633229539917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=1222155633229539917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/1222155633229539917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/1222155633229539917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2008/10/vida-atravs-da-janela.html' title='Vida através da janela.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-4818129657066637877</id><published>2008-08-24T19:22:00.001-07:00</published><updated>2008-10-03T16:27:43.780-07:00</updated><title type='text'>Eu sou um Masoquista arrependido</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu disse a frase titulo do texto certa vez, a algum tempo atrás, numa aula sabe zeus do que. Duas pessoas ouviram, eu mesmo, e uma companheira de curso, de conversas, teorias, filosofias e entre outras coisas, sorrisos.&lt;br /&gt;A frase foi dita ao sentir a dor de uns arranhões que eu me sujeitei a levar naquele mesmo dia.&lt;br /&gt;Hoje, porém, ela me veio a mente há alguns momentos, porque eu me dei conta que eu realmente sou um masoquista arrependido, e posso até ser tido como sádico pela minha atitude, mas é masoquismo puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu simplesmente gosto de criar caso, discutir por coisas fúteis, entrar em debates sem pé nem cabeça, sem eira nem beira, simplesmente pra discutir, e não parar de discutir, eu não paro, não consigo parar, especialmente em se tratando de coisas fúteis nas quais ninguém tem razão.&lt;br /&gt;Mas, além disso, e pior do que isso: Eu gosto de criar caso com pessoas que eu gosto. O problema é que ao criar caso com pessoas que eu gosto. E isso chega a um ponto tal que faz com que as pessoas fiquem chateadas comigo, sentidas por tanta marcação, tanta criação de caso, tanta fanfarronice por coisas inúteis, e daí então eu me arrependo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser desprezado eu tento, em vão, me redimir naquele momento, eu possivelmente ao reconhecer o motivo fútil do meu intento dissertativo, acabo, no fim das contas, sendo perdoado.&lt;br /&gt;Pra em outra ocasião criar caso de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente eu sou um masoquista arrependido.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-4818129657066637877?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/4818129657066637877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=4818129657066637877' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/4818129657066637877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/4818129657066637877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2008/08/eu-sou-um-masoquista-arrependido.html' title='Eu sou um Masoquista arrependido'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1692372759713937299.post-5131171321986405342</id><published>2008-08-09T09:23:00.000-07:00</published><updated>2008-08-09T09:55:20.996-07:00</updated><title type='text'>Conte me algo novo.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;    Apesar do medo pessoal de algo novo e desconhecido eu gostaria que alguém viesse e me contasse algo, realmente, novo. Irônico ter medo de algo que desejo, mas nem mesmo esse sentimento é novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É só olhar ao redor e ver, nada é novo, as pessoas discutem idéias repetidas com argumentos repetidos, palavras diferentes tomam o mesmo sentido que as anteriores.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    Em nosso país política virou sinônimo de corrupção na mente das pessoas, a escravidão apenas deixou de ser distinção de cor, e todo mundo ainda espera pra ver, como sempre fizeram, pelo país do futuro que nunca chega, e que quando chegar vai ser apenas mais do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O povo vive a mesma rotina de sempre, dentro de uma política de pão e circo, onde geralmente falta pão e sobra circo, acordar todos os dias no mesmo horário, trabalhar todos os dias no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas, chegar em casa na hora habitual, assistir às noticias da semana passada, com novos personagens e a mesma violência, assistir a nova novela do horário nobre, esperando com ansiedade falsa pela historia, que no fundo sabe ser a mesma que da última, e com a mesma falta de conteúdo, quando enfim chega à cama, e percebe com uma tristeza conforma, que até o sexo caiu numa rotina monótona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O comodismo impera hoje até onde era repudiado, nas artes, todos os dias aparecem novas bandas, tocando musicas, umas iguais às outras, escolhidas a dedo pela gravadora que sabe muito bem o que é que o povo está acostumado a engolir, todos os dias um DJ escolhe uma música diferente pra se utilizar de tudo que já fez na noite anterior, para ver as mesmas pessoas dançarem, exatamente como fazem todos os finais de semana, para depois de terem tornado o hábito tão vulgar quanto o restante de seus atos no recinto, irem finalmente de volta para seus pequenos universos adolescentes, alienados de tudo que acontece ao seu redor, para segurança da prisão pessoal do bom salário de seus pais, sem voz e sem vez, e sem vontade de gritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Juventude revoltada não é algo novo, mas seria ao menos diferente, hoje a galera é muito consciente, não fumam maconha porque é crime, melhor pedir uma graninha pros pais para poderem pagar um whisky legal, nem para beber, apenas porque sobre a mesa ele atrai meninas tão interessantes quanto a unha do mindinho direito  do gato da minha vizinha. E no outro dia então eles acordarão com ressaca enquanto se preparam para mais uma vibe muito foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Enquanto isso a gente segue reclamando do presidente, para depois dizer que é por isso que não gostamos de política, ainda então poderemos finalmente torcer para que o próximo que colocarmos no poder possa fazer algo pela multidão, e ele o fará, como é de hábito ele fará tudo que puder pela multidão de empresários, que financiaram um grupo de marqueteiros, para que estes então façam com que a multidão de eleitores acredite por mais alguns meses, para que depois tenham um novo período de frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Onde estão as pessoas que um dia acreditaram em algo novo? Onde estão os que outrora lutaram por algo novo? Aonde foram os poetas que costuraram tantos sonhos em mentes que clamavam por liberdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Quando é que a galera das baladas vai querer novamente mudar o mundo? Não o umbigo, o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A geração anterior quis fazer do mundo um lugar melhor, a geração atual quer que o mundo se foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Povo sem voz.&lt;br /&gt;    Juventude sem vontade. &lt;br /&gt;    Políticos e Empresários sem escrúpulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Quem é que vai me contar algo novo assim?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1692372759713937299-5131171321986405342?l=ctmealgonovo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/feeds/5131171321986405342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1692372759713937299&amp;postID=5131171321986405342' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/5131171321986405342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1692372759713937299/posts/default/5131171321986405342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ctmealgonovo.blogspot.com/2008/08/conte-me-algo-novo.html' title='Conte me algo novo.'/><author><name>Luckss</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02257761635893210297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
